Comerciantes do Kikolo acusam gestão de práticas abusivas - Rádio Sucupira

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quarta-feira, 13 de maio de 2026

Comerciantes do Kikolo acusam gestão de práticas abusivas

Comerciantes do Kikolo acusam gestão de práticas abusivas

Comerciantes do Kikolo acusam gestão de práticas abusivas
Um clima de tensão, medo e indignação tomou conta do Mercado do Kikolo, onde dezenas de vendedoras denunciam alegados abusos, cobranças excessivas e práticas consideradas injustas na gestão dos espaços comerciais. As acusações recaem sobre uma cidadã conhecida por “Dona Ana”, apontada pelas comerciantes como uma das figuras mais influentes dentro do mercado.
Segundo relatos recolhidos no local, várias empreendedoras afirmam ter adquirido contentores por valores que variam entre 6 e 8 milhões de kwanzas, dependendo da localização. Os espaços servem para armazenar mercadorias, proteger produtos contra roubos e garantir o sustento diário de muitas famílias que dependem exclusivamente do comércio informal.
As comerciantes denunciam que, após anos com os contentores instalados ao nível do chão, começaram a surgir mudanças consideradas preocupantes. Alegadamente, os espaços estariam a ser revendidos a outras pessoas, obrigando as atuais proprietárias a transferirem os seus contentores para áreas superiores. A medida está a gerar forte contestação, sobretudo entre mulheres com idade avançada, muitas acima dos 50 e 60 anos, que dizem não ter condições físicas para subir escadas diariamente carregando mercadorias.
Além disso, várias vendedoras acusam supostos colaboradores conhecidos como “langas” de efetuarem cobranças constantes de valores considerados abusivos, incluindo taxas diárias e semanais. Segundo as denúncias, comerciantes que não conseguem pagar enfrentam pressões, ameaças e dificuldades para continuar a exercer a atividade normalmente.
As queixas estendem-se também à insegurança e à falta de condições no mercado. As comerciantes afirmam que a mudança dos contentores para zonas elevadas poderá facilitar furtos, dificultar o controlo das vendas e comprometer ainda mais a proteção das mercadorias.
Outro ponto crítico apontado pelas vendedoras é o estado de higiene do Mercado do Kikolo, descrito como precário e sem condições adequadas de saneamento básico.
Perante a situação, as comerciantes lançam um apelo urgente às administrações de Cacuaco e do Cazenga, ao Governo Provincial de Luanda e à Polícia Nacional, pedindo a intervenção das autoridades para investigar as denúncias e encontrar soluções para os problemas enfrentados no local.
Muitas afirmam que vivem exclusivamente da atividade comercial e temem perder o pouco que conseguiram conquistar ao longo dos anos. Caso os espaços estejam realmente a ser revendidos, as proprietárias dos contentores exigem o reembolso dos valores pagos, alegando já não suportar a atual realidade vivida no mercado.


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