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terça-feira, 2 de junho de 2026

SOCIEDADE CIVIL ALERTA PARA O AUMENTO DA CASOS DE FUGA À PATERNIDADE E APELA AO RESPEITO PELOS DIREITOS DAS CRIANÇAS

SOCIEDADE CIVIL ALERTA PARA O AUMENTO DA CASOS DE FUGA À PATERNIDADE E APELA AO RESPEITO PELOS DIREITOS DAS CRIANÇAS

Após as celebrações do Dia Internacional da Criança, organizações e cidadãos manifestam preocupação com o abandono parental e o incumprimento dos deveres familiares

As celebrações do Dia Internacional da Criança, assinalado no dia 1 de junho, deram lugar a reflexões profundas sobre os desafios que continuam a afetar milhares de menores em Angola. Entre as principais preocupações levantadas pela sociedade civil está o crescente número de casos de fuga à paternidade e o abandono das responsabilidades parentais, uma realidade que se regista um pouco por todo o país.

Reresentantes de organizações sociais, líderes comunitários e defensores dos direitos da criança afirmam que, apesar dos avanços alcançados na promoção dos direitos dos menores, muitas crianças continuam privadas do apoio, proteção e acompanhamento dos seus progenitores, sobretudo dos pais que se afastam das suas responsabilidades familiares.

Segundo os ativistas, a problemática vai muito além da falta de apoio financeiro, afetando também o desenvolvimento emocional, psicológico e social das crianças, que crescem sem a presença e o acompanhamento adequado de ambos os pais.

"A celebração do Dia da Criança não deve limitar-se à entrega de presentes ou atividades recreativas. É também um momento para refletirmos sobre as responsabilidades que temos para com os menores e sobre os direitos que ainda são frequentemente violados", afirmou um membro de uma organização da sociedade civil.

Os defensores dos direitos da criança recordam que Angola adotou os conhecidos "11 Compromissos para a Criança", princípios que visam garantir proteção, educação, saúde, identidade, participação e bem-estar aos menores. No entanto, alertam que muitos destes compromissos continuam a ser ignorados dentro de várias famílias.

Entre os direitos mais afetados estão o direito à identidade, à proteção familiar, à educação, à saúde e ao desenvolvimento harmonioso, comprometidos muitas vezes pela ausência de acompanhamento parental e pelo incumprimento das obrigações legais dos encarregados de educação.

A sociedade civil defende o reforço das campanhas de sensibilização sobre a responsabilidade parental, bem como uma maior intervenção das instituições competentes para garantir que os direitos das crianças sejam efetivamente respeitados.

Para especialistas em questões sociais, o combate à fuga à paternidade exige não apenas medidas legais mais eficazes, mas também uma mudança de mentalidade que promova uma cultura de responsabilidade, compromisso familiar e proteção integral da criança.


Enquanto o país continua a celebrar e a reconhecer a importância da infância, organizações sociais lembram que a melhor homenagem que pode ser prestada às crianças é garantir que os seus direitos sejam respeitados diariamente e que cresçam num ambiente seguro, estável e capaz de assegurar o seu pleno desenvolvimento.

Num momento em que milhares de crianças ainda enfrentam dificuldades relacionadas com o abandono parental, a sociedade civil renova o apelo para que pais, famílias, comunidades e instituições assumam o seu papel na construção de um futuro mais digno para as novas gerações.

Por: Mariana Barros 


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